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terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Sociologia em Portugal

A sociologia nasceu no século XIX quando a “questão social” e a miséria da classe operária ameaçavam o capitalismo emergente no mundo ocidental.

Embora alguns autores identifiquem o surgimento da Sociologia em Portugal no contexto da Revolução de 25 de Abril de 1974, muitos outros, embora assinalando a enorme importância deste facto social e das própria Sociologia, referem esse aparecimento muito antes.

O sociólogo António Firmino da Costa estabelece a existência de três períodos:
Ø  Antes da revolução de Abril de 1974
Em domínios, contestadores da ordem social, como é o caso das ciências sociais e da sociologia em particular, o poder político nunca deixou a divulgação das ideias, a organização de debates, a formação de especialistas, construindo uma paz podre e evitando o desenvolvimento de uma comunidade intelectual autónoma e dialogante;

Ø  De 25 de Abril de 1974 até meados da década de 80
Aparecem centros de pesquisa, normalmente ligados às universidades, constituem-se associações científicas, aparecem publicações de novas revistas especializadas sobre o assunto, organizam-se encontros e congressos, ou seja, numa palavra, consolidam-se as novas ciências sociais, onde a Sociologia irá ter um papel fundamental na divulgação de novas ideias e no desenvolvimento da sociedade portuguesa;

Ø  Apos década de 80;

Com o desenvolvimento do capitalismo em Portugal em finais do sec. XIX, houve um interesse por parte dos pensadores sociais em estudar o nascente movimento operário. Embora não se possa marcar uma data como referência para o início da sociologia, a revista Positivismo, criada em 1878 por Teófilo Braga (1843-1924) e Júlio de Matos (1856-1922), introduzida em Portugal os primeiros textos sociológicos. Em 1884, Teófilo Braga publicava a primeira obra intitulada Sistema de Sociologia.

Com o golpe militar de 1926 “a investigação científica em Sociologia era quase inexistente. A análise sociológica da realidade portuguesa era incómoda para o regime ditatorial derrubado em 1974”, salienta António Firmino da Costa. Em Évora, em 1964, surge a primeira licenciatura em Sociologia e é lançada a revista Economia e Sociologia

Em 1985, foi criada a Associação Portuguesa de Sociologia, principal organização cientifico-profissional dos sociólogos portugueses, que apoia a disciplina e o estudo desta nova profissão

Em 1988, realizou-se o primeiro Congresso Português de Sociologia que, em 2014, já atingiu a oitava edição.

A jovem Sociologia portuguesa é agora uma área em desenvolvimento com sociólogas e sociólogos de grande reputação em áreas específicas de trabalho, mas também com profissionais habilitados para dar resposta aos problemas sociais da sociedade portuguesa contemporânea.



José Gonçalves Nº23 12ºD

sábado, 10 de outubro de 2015

Comentário ao filme : a estranha em mim - José gonçalves

Relatório/Crítica do filme “A estranha que há em mim”

Este filme foi um filme muito interessante pois notou-se uma grande mudança na personagem principal que era Erica Bain, que era uma trabalhadora de uma estação de rádio.
Erica e o seu namorado estavam ansiosos pelo seu casamento, e num passeio durante a noite a vida de Erica mudou quando ela e o namorado foram atacados por um grupo de marginais, apesar de ela ter escapado, o espancamento levou à morte do namorado.
Quando Erica acordou do coma de 3 semanas, e descobre que o namorado estava morto, acontece a mudança psicológica de Erica, que era uma pessoa que se sentia muito segura e confiante na cidade onde vivia.
            Depois do trauma, a insegurança e o medo instalaram-se na cabeça de Erica e fez coisas que nunca tinha pensado fazer, como comprar uma arma ilegalmente, levando-a a cometer homicídios em situações em que se sentia pressionada.
A cidade acreditava que existia um vingador. O detective Mercer que fazia as investigações dos assassinatos tinha uma boa relação com Erica agora tinha dificuldades em confiar nas pessoas, mas desconfiava que Erica podia ser o vingador.
Erica queria-se vingar e as suas últimas vítimas tinham sido os assassinos do seu namorado que ela tinha reconhecido na esquadra e com a ajuda do detective Mercer, Erica escapou sem ser presa.
Concluindo, eu gostei do filme, por várias razões mas especialmente porque mostra como alguém pode mudar de opinião sobre as pessoas e o mundo depois de um trauma como o de Erica que a fez mudar ao ponto de descobrir um lado de si que ela desconhecia, o lado assassino e frio.



José Gonçalves nº23 12ºD